Considerações no 11 de Maio de 2008

Sempre resisti a ministrar aulas…

Primeiro, essa resistência vinha atrelada a um elevado grau de introspeção. Mais tarde, a uma série de questões emocionais, inseguranças, etc…  Certa vez larguei um trabalho por ser essencialmente conduzir treinamentos…

Claro que, vez ou outra, dei treinamentos. Foi quase inevitável. Mas foram poucas ocasiões, espaçadas no tempo e para pessoas conhecidas em ambiente familiar.

Quis o destino que, nos últimos meses de 2007, um fortuito encontro com um amigo de tempos antigos, estando eu desempregado há vários meses, me abrisse as portas para trabalhar em um curso de qualificação em informática. Eu continuava reticente, evitava ao máximo fazer mais horas no começo. Isto rendeu várias conversas em casa. Conversas sérias mas tranqüilas…

O tempo passou e hoje, cerca de seis meses depois, ainda estou lá.
Estou ganhando mais turmas, criando novos padrões junto com a amiga, sendo referência e modelo.
Já ganhei prêmio de funcionário do mês, os alunos me estimam, assumi a supervisão dos estagiários e suportes técnicos da unidade em que trabalho..

Apesar de não mais usar o apelido magisterX, parece que o magistério ficou em mim…

Enfim, dizem que “quem não sai aos seus é monstro”… E sendo minha mãe a grande mestra que é, pelo visto o dito popular é correto: herdei o gene…

É, Mãe… Seu filho tornou-se um Professor, e sem falsa modéstia, dos bons…
Obrigado (mas não só) por isso…

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3 Respostas para “Considerações no 11 de Maio de 2008

  1. Acompanhei essa trajetória e vi toda a transformação. Realmente foi uma surpresa para mim também.

    Quanto a minha sogrinha, assino embaixo, ela é das boas!

    Beijos

  2. Todo mundo tem sua hora, mas por mais que vc resistisse, era seu caminho, eu sabia!!
    “quem não sai aos seus é monstro”… frase também da sua mãe!
    Beijos!!