A Religião da Copa

Muitos torcedores de Futebol no Brasil são incidentais, um numero expressivo é quase fanático. Isto é um fato.

Mas a cada quatro anos, ocorre este fenômeno de fervor “religioso” chamado Copa do Mundo. Pessoas nascidas e criadas dentro das arbitrárias frontreiras desta região do planeta, convencionalmente chamada de Brasil, vestem as cores do país, e mostram um ufanismo que não se vê em outra época. Todos são patriotas.

Até aí, quem sou eu para criticar?

Mas para-se de trabalhar, ou altera-se convenientemente o horário de trabalho, para que a maioria das pessoas possa assistir aos jogos. E aquele que por ventura não demonstra interesse na competição é olhado com estranheza e constantemente cobrado pela sua posição, tal qual os suspeitos de heresia, pela igreja de Roma de outrora.

Imagino esta torcida criando sua prória inquisição qualquer dia desses.
Se acontecer, serei queimado na fogueira com certeza.

Fundamentalismo é ruim em qualquer religião, mas quando o assunto é algo fútil como futebol, torna-se insuportável.

O pior na Religião da Copa é que a torcida é por profissionais muito bem remunerados.

Pergunto: alguém aí torce para algum outro tipo de profissional, fora do esporte?

Faria sentido torcer para que os funcionários (a “Seleção“) do banco onde você tem conta, batam as metas e o banco em questão “ganhe a disputa” contra outros bancos concorrentes?

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