O Lado Negro que habita em nós… [Convidados]

Todos temos um lado podre, que detestamos mostrar, ou que descubram em nós. Algumas pessoas como eu, simplesmente convivem com ele como um parceiro, um amigo ou inimigo do dia-a-dia. Sem escondê-lo, pelo contrário mostrando sempre que possível.

Acredito que nesse lado negro resida o nosso verdadeiro eu, o que faz diferença na sociedade, o que nos difere dos “gados” que só repetem um comportamento caduco que não muda a sociedade.

Nem sempre foi fácil pra eu lidar com esse lado negro, porque  por muito tempo ele era mais forte do que tudo que habitava em mim. Ele parecia mais um vórtice que me levava para um buraco sem fim. No entanto, no momento que consegui “domá-lo” tirar o que de melhor ele tem que é a ousadia de existir pleno, autêntico, verdadeiro. Eu pude ser uma mulher mais positiva e menos autodestrutiva.

Não devemos temer, nem colocar esse lado negro num canto como se ele não existisse. Devemos identificar no que ele nos atrapalha e no que ele nos ajuda, é o tal amigo e inimigo que citei no início do texto. Negá-lo é criar um inimigo. Aceitá-lo e encará-lo de frente é criar um aliado para toda vida que fará de você alguém realmente único, capaz de fazer a diferença, pelo menos  na sua vida!

Por Dama de Cinzas

Frases… [Conversas]

Conversando com a Dama de Cinzas, acabamos cunhando uma frase, que diz bastante sobre nossa visão de mundo…

“Os idiotas sempre acham que são donos da verdade.
Os inteligentes sabem que a verdade não tem dono…”

Aliás, Dama, vais escrever o guest post? ^_~

“…ex tenebras ad lucem…” [Convidados]

Ou, das trevas à luz, como disseste, olhando suas sombras. Latim. Não falo latim, falo grego, como era de se esperar. Também não gosto de olhar minhas sombras, o faço por sobrevivência o que me trouxe progressos. Antes caminho às sombras, ou às brumas do mundo. Atraída por elas penetro em seus mistérios, aprofundo-me, como é meu natural.

No mundo de brumas o sol se abre e mostra outros tons. Verdes de cheiros frescos, campos de lavanda. Num mundo de valores e coragem onde talvez estejas também, onde o grego é língua de sábios e o povo comum fala outros sons que identifico como meus iguais a luz deste tempo.

Danço essa música, como disse, no ritmo dos ursos selvagens, precursor dos conceitos de amor e amizade que se tem em conta. Urso apaixonado. Sensorial. Seu desejo é vida corrente e ele luta por ele até a morte, como tem que ser, sem espaço para arrependimentos.

Assim falo o grego, buscando a luz latina no “Cogito, ergo sum” : “penso, logo existo”. Num pensar de lógica complexa, como complexa é a natureza humana.

Por Coral

Este é o primeiro de vários posts de Convidados (ou Guest Bloggers, se preferirem) que pretendo publicar por aqui.

Coral é uma querida amiga, conhecida virtualmente em tempos outros, mas que já tive o prazer de conhecer pessoalmente. Poderia escrever algo sobre ela, mas mais apropriado, além do próprio post acima, é citar o texto do e-mail no qual enviou-me o post…

“Amigo,
Não dá para negar que seu pedido me atraiu e retraiu…rs
Difícil falar na casa alheia, mesmo sendo sua, embora hoje ela tenha, em alguns momentos roupagens diferentes dos fios que nos uniram. Talvez eu não o tivesse reconhecido nestas roupas, e não sei se minhas palavras farão sentido aos seus leitores, mas tenho prazer em joga-las ao vento, principalmente o seu vento, meu caríssimo amigo dos tempos.(…)”

Obrigado, Coral…