From Beyond

Não morri, não caí em uma singularidade, nem nada drástico…

Mas, do post passado para cá, quase tudo na vida mudou, e para melhor!

A casa nova ainda está em estado de fluxo, mas a família está bem acomodada. Estou trabalhando naquele órgão público, de olho em uma convocação de outro (quase os mesmos salário e benefícios, mas mais tranquilo em outros níveis). Meu PC continua tentando me irritar, mas eu acabo conseguindo domá-lo.

Entre faculdade, trabalho e família não sobra muito tempo para internet, mas “estou de olho“, dentro do possível…

Mas tudo está perfeito? Não, isso não existe, mas estresses à parte, o plano é dar certo.
E vai dar, certo?
(I got faith, faith of the heart…)

***

Quem me conhece sabe que, apesar da preferência por Blues e Rock, sou bem eclético em termos de música.
Por algum motivo, tenho ouvido bastante isso aqui:

[Nota: o pessoal da antiga informado, vai lembrar que essa música, Sou o Estopim (de Antônio Barros), foi tema de Marcina (Sônia Braga) na novela Saramandaia, de 1976 – Globo]

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Contraponto…

…do post, e semana, passados.

  • Salário: continua atrasado e parcelado;
  • Concursos públicos: o órgão mais próximo de convocar, me convocou para o admissional, mesmo na época da greve anual;
  • Opções de emprego alternativo: continuam nulas no momento, mas graças ao item anterior, a importância disso também é quase nula;
  • PC: um dos discos rígidos indo pro catso (backup possível) e levando o computador junto (resolvido);
  • Casa nova: Não sai, muito dinheiro gasto e horas/aula perdidas aparentemente à toa Saiu! Falta pintar e daí mudar.

Pois é, o 6º Lee não se deixou abater e as coisas estão encaminhadas… ^_^

ECTOPLASMOSIS! » Cthulhu Cthursday: Happy Birthday H.P. Lovecraft

Cthulhu Cthursday: Happy Birthday H.P. Lovecraft

Posted by Ross Rosenberg

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“The only thing I can say in favour of my work is its sincerity.”

— H.P. Lovecraft from “Some Notes on a Nonentity”

Today marks the 119th anniversary of the birth of Howard Phillips Lovecraft, one of the twentieth century’s more contentiously influential authors; praised and maligned in equal measure for his writing prowess. I feel it is safe to say that we here at Ectomo have no such qualms; embracing Lovecraft’s propensity for long strings of thesaurus rustling adjectives with a fervor that borders on obsessive or, at times, unreadable.

Still, it is a tactic, this picking apart of Lovecraft’s verbal acumen, that I find misguided and shortsighted. H.P.L.’s work isn’t read today and cited by authors and scholars for his abilities as a wordsmith, he is cited for his creation; for his specific universe. He was one of the great mythologizers of the modern era, creating a pantheon of gods who represented the cold, infinite, and malevolent universe in which man finds himself. It’s a testament to his talent that so many still continue to be inspired by his creations and add their own stories. Today we salute the man who gave names and forms to the mysterious, unknowable nature of the void; the man if not for whom there would be no Cthursday. Happy birthday.


Categories: Literature, Lovecraft, Cthulhu Cthursday
Posted at 2:20 pm on August 20, 2009
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HPL is my most important influence as a writer…

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Corpo, saudade, solidão…

Sinto meu corpo reclamar.

O joelho, cuja dor é minha companheira há tanto tempo quanto consigo lembrar, mas agora também outros músculos, e também minhas costas. Será o Tempo avisando que breve cobrará seu tributo? Por vezes penso que desperdicei a juventude, que não vivi o que e o quanto poderia. Sinto que quando resolvo viver, já é tarde.

Sinto a saudade apertar.

Saudade de minha parceira, saudade de minha companheira. A falta das duas me dói. Elas estão cuidando de suas questões, assim como cuido das minhas. De uma, eu sabia (nós sabíamos) que a proximidade constante seria passageira, mas o que o intelecto sabe, não reduz o que o coração irá sentir. Da outra, nunca pensei que haveria proximidade, mas agora não consigo ficar bem sem.

Sinto a solidão aqui.

Sozinho, comigo mesmo. A mente divaga. Faço o que devo fazer, e um pouco do que quero fazer. Sinto sono mas não quero dormir.

Ou nem sinto sono, apenas cansaço.

Estou aqui, processando as últimas notícias, tentando entender. E sem ainda saber o que fazer.

***

Hamlet: Ato III – Cena I (Solilóquio de Hamlet)

“Ser ou não ser – eis a questão.
Será mais nobre sofrer na alma
Pedradas e flechadas do destino feroz
Ou pegar em armas contra o mar de angústias –
E combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
Só isso. E com o sono – dizem – extinguir
Dores do coração e as mil mazelas naturais
A que a carne é sujeita; eis uma consumação
Ardentemente desejável. Morrer – dormir –
Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sono da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa.
Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo,
A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,
As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei,
A prepotência do mando, e o achincalhe
Que o mérito paciente recebe dos inúteis,
Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso
Com um simples punhal? Quem agüentaria os fardos,
Gemendo e suando numa vida servil,
Senão, porque o terror de alguma coisa após a morte –
O país não descoberto, de cujos confins
Jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a vontade,
Nos faz preferir e suportar os males que já temos,
A fugirmos pra outros que desconhecemos? …”