Crônica Obscura: Mens (in)sana

Ele era um ser de hábitos – todos ruins, como diria Garfield – mas ainda assim, muitas pessoas gostavam dele.
Vai entender!” – pensava.

Mais ainda, não apenas as genéricas pessoas, mas também Ela gostava Dele.
Não conseguindo entender isso, entretanto, por estar muito preocupado em ser o portador do “crânio mais rígido” do universo, fazia besteiras (com M maiúsculo) várias. Trocava palavras ásperas, ou se omitia quando devia agir.

Então, o inevitável aconteceu: Ele entendeu, mas a custa de ameaçar abalar os alicerces do gostar Dela.

Moral da história?
“Shit happens when you’re too busy being a jerk”

Ou, em versão brasileira Herbert Richers (naah):

“Quando você é um idiota, você pode acabar se f*d3nd*”

Sobre direitos e porque alguns querem negá-los a todos

Um direito, por definição é algo que você pode fazer, não algo que tem obrigação de fazer (o que seria um dever, como o dever do voto, por exemplo).

Religiões (e os grupos e organizações que as apoiam), por mais que eu defenda o direito de cada um ter a sua, tem um péssimo hábito: a de se perceberem (todas e cada uma) como “a verdade” e portanto, que todos deveriam pertencer a elas e “comungar” das mesmas ideias.

Religiões, e até creio que o simples teísmo, deveriam ser totalmente separados do Estado. Além disso, nenhum grupo deveria ser considerado (ou ter a “cara de pau” de dizer-se) democrático ou defensor da democracia caso não defendesse o direito dos outros de serem diferentes (ou o direito dos outros, ponto).

Os casos do aborto ou do casamento entre pessoas do mesmo sexo/gênero, por exemplo. Porque grupos religiosos lutam contra esses direitos?

Se respeitassem o Livre Arbítrio ou a Democracia, não se preocupariam com limitar o direito de outros que não compartilham suas crenças, antes, caso houvessem esses direitos, apenas abririam mão deles. Simples.

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A Religião da Copa

Muitos torcedores de Futebol no Brasil são incidentais, um numero expressivo é quase fanático. Isto é um fato.

Mas a cada quatro anos, ocorre este fenômeno de fervor “religioso” chamado Copa do Mundo. Pessoas nascidas e criadas dentro das arbitrárias frontreiras desta região do planeta, convencionalmente chamada de Brasil, vestem as cores do país, e mostram um ufanismo que não se vê em outra época. Todos são patriotas.

Até aí, quem sou eu para criticar?

Mas para-se de trabalhar, ou altera-se convenientemente o horário de trabalho, para que a maioria das pessoas possa assistir aos jogos. E aquele que por ventura não demonstra interesse na competição é olhado com estranheza e constantemente cobrado pela sua posição, tal qual os suspeitos de heresia, pela igreja de Roma de outrora.

Imagino esta torcida criando sua prória inquisição qualquer dia desses.
Se acontecer, serei queimado na fogueira com certeza.

Fundamentalismo é ruim em qualquer religião, mas quando o assunto é algo fútil como futebol, torna-se insuportável.

O pior na Religião da Copa é que a torcida é por profissionais muito bem remunerados.

Pergunto: alguém aí torce para algum outro tipo de profissional, fora do esporte?

Faria sentido torcer para que os funcionários (a “Seleção“) do banco onde você tem conta, batam as metas e o banco em questão “ganhe a disputa” contra outros bancos concorrentes?